(16/05/2013)
Varias ideias nas madrugadas
Pensei que não esqueceria
Não as anotei
La se foi a poesia.
Perdem-se em meus sonhos
Na inquietude de noites frias
Idéias que ali nascem
Acordam mortas no outro dia
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Ramom Martins de Medeiros
Feitos de Estrelas
quinta-feira, 16 de maio de 2013
quinta-feira, 9 de maio de 2013
Cartas no mar
(09/05/2013)
Ah, vida.
Quem dera fosses leve como a gravidade da lua
Quem dera fosses pena que voasse na rua.
Quem dera poder acreditar
Nessas cartas que a gente jogou no mar.
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Ramom Martins de Medeiros
sexta-feira, 19 de abril de 2013
Mais dúvidas que certezas.
(20/04/2013)
Isso aqui não é um diário.
Muito menos um confessionário.
Talvez seja um disfarce pra desabafo.
Um grito que ninguém ouve.
Ou uma carta que ninguém lê.
De alguém que tem muito o que esquecer.
Aqui não se acha nenhum rumo, e sim um caminho incerto.
Aqui não se acha nenhuma resposta, mas sim um emaranhado de
dúvidas que só o tempo responde.
Muito mais dúvidas que certezas.
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Ramom Martins de Medeiros
domingo, 24 de março de 2013
O péssimo ator
(11/03/2013)
E parece que o tempo não anda muito generoso nesses dias que nascem cinza.
É aquele anjo triste que fica sentado do nosso lado o dia inteiro, resgatando pensamentos antigos, confundindo um caminho inutilmente planejado.
Fingir normalidade na troca de palavras é quase inútil diante da ferida que se abriu.
É como se a verdade estivesse escrito na nossa testa.
Não há como disfarçar.
É dificil não ser o que somos quando sentimos os espinhos apertarem no coração.
Não da pra ser indiferente com o que é importante.
Sou um péssimo ator.
Quantos personagens ainda vamos interpretar?
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Ramom Martins de Medeiros
quarta-feira, 13 de março de 2013
Meu casaco
(??/03 ou 04?/2012)
Quando esse frio invadiu o meu casaco
Abaixo do sol que a nuvem escondia
O inverno nunca foi tão forte
Minha alma nunca foi tão vazia
Quando esse frio invadiu o meu casaco
Eu me encolhi pra me proteger dos ventos
Que não levam a tristeza embora
Nem param pra ouvir meus lamentos
Quando esse frio invadiu o meu casaco
Uma faixa de luto estendi no coração
Queria dar um descanso de seus tormentos
Queria ouvir denovo a nossa canção
Quando esse frio invadiu o meu casaco
Falaste tudo o que eu queria ouvir
Escolhi o pior remedio pra continuar
Pena eu não poder escolher o que sentir
Quando o teu abraço envolveu o meu casaco
Por uns segundos o frio se amenizou
Quem dera você ficar mais um pouco
Pois pra minha alma, éis o unico cobertor
Quando o teu abraço envolveu o meu casaco
Decidi que devo parar de me culpar
Pois se eu pudesse voltar no tempo
Sei de uma coisa que não iria mudar
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Ramom Martins de Medeiros
quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013
No fim
(23/02/2013)
Ela não vive em ansiedade.
Pacientemente lê um jornal e toma um café por aí, e quando menos se
espera, ela escolhe a dedo quem vai e não enxuga as lagrimas de quem fica.
E quando escolhe, ela é eficaz e rápida.
Já é doutora nisso.
Não adianta pedir um tempo a mais pra dizer aos que ficam o quanto eles
significam pra sua vida. Não adianta pedir um tempo pra compor mais uma canção.
Ela escolhe e você vai.
É por isso que essa presa de viver podia ser mais forte, pois o tempo
corre.
Talvez eu esteja atrasado e eu nem sei que horas sai o próximo trem.
E se eu soubesse, o que faria?
Só sei que eu não quero ser escolhido assim tão cedo.
Não quero ser atingido pela foice.
Tenho tantas coisas a fazer e eu não sei de quase nada.
Dizem que a gente nunca parte no fim.
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Ramom Martins de Medeiros
quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013
A caminho
(24/12/2012)
Na hora do café da tarde em que me deparo com a
TV com centenas de canais, vejo que a famosa tela preta ainda é a melhor
alternativa pra mim. Assim não há distração.
Não há canais mais importantes do que a inútil tentativa
de pensar e resolver meus conflitos.
E como é bom chegar no meu quarto e ver minha
cama desarrumada. Ela fica muito melhor assim, pronta pra chegar ali, deitar e
trabalhar alguns rascunhos de ideias que vem a tona.
O ruim é não conseguir dormir quando isso
acontece de madrugada.
Estou sempre pensando em alguma coisa e as vezes
é necessário me desconectar disso.
Mas não dá!
Se os acordes pudessem falar por mim agora, tenho medo de como eles seriam.
É preciso se expressar de alguma maneira, nem que
seja com um grito.
Ou um silêncio longo, e este pode dizer muito,
assim como a quebra dele um dia significou perdão.
Tem coisas que falam mais alto que o orgulho, não
é?
Só entende quem já se machucou.
Não tenho essa fronteira de precisão dentro de mim que separe raiva e amor. Muitas vezes eles andam juntos, e isso
acaba comigo.
Fugir, mas querer reencontrar.
Fechar os olhos, mas querer ver.
Se calar, mas querer dizer algo, nem que seja um
“bom dia”. Quanta diferença isso faz!
Ser rude, enquanto o que mais se quer é um
abraço.
Você entende?
Tenho asas que não sabem voar, mas se soubesse,
será que eu iria embora?
Você me deixaria partir?
Muitas dessas estrelas que eu vejo podem ser que
nem existam mais no céu, mas ainda as vejo. A luz ainda está a caminho.
A sua luz ainda está a caminho.
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Ramom Martins de Medeiros
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